sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um conto para sexta-feira 13

Juliana caminhava sozinha pela rua escura, sua sombra era sua única acompanhante naquela noite. A lua brilhava cheia no céu sem estrelas. O sobretudo preto chegava aos seus pés e esvoaçava conforme passava pelas pedras desformes da pequena rua no interior de Londres... Ela tinha plena consciência de que, não demoraria muito, teria companhia. Sorriu sozinha.
Um outro barulho foi ouvido além de seus próprios passos, vindo da esquina: o motor de um carro. Juliana conhecia cada variação de som daquele motor em particular, e sentiu-se de mau humor por perceber que estava se aproximando tão depressa.
"Já chegaram, e eu ainda não consegui nada. Que merda", pensou ela fazendo uma careta para a escuridão.
Um fusca vermelho forte apareceu na rua, a toda velocidade. Juliana apenas bufou.
- Encontrou alguma coisa? - Amanda perguntou, abrindo o vidro do motorista.
- Nada. - Juliana suspirou e caminhou até o outro lado, entrando no carro.
- Como assim nada? Estava bem aqui! - Andressa, que estava sentada no banco de trás, protestou.
- Não há sinal do fantasma aqui, chega disso! - Juliana bufou e cruzou os braços. Estava fazendo essa investigação sozinha, por uma questão de puro orgulho. Já havia dado conta de coisas muito piores do que um fantasminha em uma rua escura, e era frustrante não ter conseguido dessa vez.
Amanda apertou os dedos no volante, suas juntas ficando quase brancas de tanta tensão.
- Vamos dar o fora daqui então.
As três andavam fazendo esse tipo de coisa há algum tempo. Era tudo uma questão de treino e contato. A obsessão por caçar coisas sobrenaturais havia começado quando Andressa descobriu a existência de dois primos distantes que faziam esse tipo de coisa nos Estados Unidos: Dean e Sam Winchester. Porém, esse tipo de trabalho é cansativo, e era óbvio que os dois não continuariam nessa pra sempre. Conclusão: Andressa respirou fundo e aceitou o cargo. Amanda e Juliana, como as amigas que eram, entraram no jogo mortal. E estavam nessa desde então, após aprenderem tudo o que podiam com os primos de Andressa.
- Espero que esse cheiro de merda não esteja vindo da minha bota, Juliana. - Amanda olhou para os pés da amiga, que usava suas botas pretas preferidas. Juliana não se deu ao trabalho de responder: estava mal humorada. Se a bota de Amanda estava com merda, não era problema dela.
Mal chegaram no apartamento que dividiam juntas, Amanda ouviu seu celular tocar.
- Lá vem coisa. - Andressa disse.
- Alô? - Amanda atendeu. Após alguns minutos assentindo em silêncio e balbuciando algumas palavras que as amigas não compreenderam, ela desligou e encarou-as.
- Ju, Dessa... Temos um probleminha em Paris. Algo parecido com um Espectro. - Amanda disse.
- Agora, Mandi? Eu sei que tem gente que precisa... - Juliana estava cansada pela busca que havia feito, era visível. Mal adentraram o apartamento e a menina já havia se jogado no sofá da sala e fechado os olhos.
- Quem era no telefone? - Andressa perguntou.
- Era o Mick. - Amanda admitiu.
- Sempre é esse cara! Como esse seu amigo consegue estar em todos os lugares onde existe problema? - Juliana perguntou.
Amanda mordeu o lábio. Nunca escondeu nada de suas melhores amigas, mas estava sob a responsabilidade de um segredo que não era dela. Mick St. John era um detetive particular e um velho amigo, e isso era tudo o que ela podia dizer às amigas. Obviamente não era suficiente, e elas estavam sempre exigindo mais respostas, das quais Amanda se desviava quando podia.
- Vamos lá, Ju. E isso não é hora de discutir os meus contatos, Dessa. Vamos embora. - Amanda vestiu de novo o casaco de inverno pesado que acabara de tirar.
- Não estão me pagando pra isso. - Juliana riu.
- Não estão nos pagando de qualquer forma. Sam e Dean deveriam nos mandar um salário por isso. - Andressa sorriu.
- Ou pelo menos um carro melhor que o fusca. Eles com aquele carro foda e a gente nessa lata velha! - Juliana sorriu.
- Olha como fala do meu fusca! - Amanda resmungou e Juliana e Andressa riram e bateram as mãos. Amanda suspirou, puxou as outras duas e elas saíram do apartamento.

- Estamos aqui há umas duas horas, e nada. Viemos DE CARRO para a França, eu estou CONGELANDO, meu cabelo está UMA MERDA... E está tudo excepcionalmente normal por aqui. - Andressa cruzou os braços, emburrada.
As três estavam paradas debaixo da Torre Eiffel desde que chegaram, pois era o lugar que Mick havia dito para Amanda ao telefone.
- Ele não me ligaria á tôa. Ele não seria tão idiota de ter que me enfrentar depois. Eu arrancaria o pulmão ele pela traquéia. - Amanda resmungou, esfregando os dedos nas têmporas, enquanto as meninas riam.
- Mandi, hoje é sexta-feira 13! As pessoas têm alucinações o tempo todo... É pura superstição. - Juliana disse. As meninas permaneceram em silêncio por algum tempo.
- O Mick nunca erra. - Amanda insistiu.
- Errar é humano. - Andressa discordou. "Exatamente", Amanda pensou, mas não disse nada em voz alta. Foi quando, no final da rua da iluninada e vazia Paris, apareceu um vulto vindo na direção das meninas. Aquele frio típico de tudo o que desafia a lógica e a natureza começou a se apoderar das três, e elas souberam na hora que era aquilo o que estavam procurando. E nem precisaram procurar muito: estava chegando cada vez mais perto. Perigosamente mais perto.
- Que ótimo. - Juliana disse sarcasticamente.
- Seu amiguinho não aparece nessas horas. - Andressa disse.
Amanda não respondeu. Concentrou-se em não perder a figura de vista.
- Vou abrir a mala do carro e me preparar pro pior. - Juliana correu até o fusca, o sobretudo preto esvoaçando atrás dela.
O carro estava ligeiramente afastado do local onde Amanda e Andressa estavam paradas, rígidas e preparadas. Porém, antes que pudesse voltar para junto das amigas com tudo o que precisavam (flechas, balas de prata e outras coisas), Juliana encontrou o que estava procurando. Ou, para ser mais exata, QUEM estava procurando.
- Não acredito nisso. Tom Fletcher? - Sua garganta estava seca.
- Acho que você estava me procurando. - O rapaz branco sorriu de lado.
Não. Não ele. Não o seu amigo desde que era pequena, atacado por coisas sobrenaturais. Juliana enxergou tudo preto, e depois mais nada.

Continua...

7 freckledmaníacos.:

Andressa disse...

Medooooooooooooooooooo!
Isso tudo porque ficamos até altas horas vendo supernatural e você sonhou com isso!
Mas hein, eu com Dean e Sam como primos? uuuuuh HOAIUHOEIUHOIEH
Quero parte 2, Mandinaaaaa!
Faça logo!!

disse...

Dean e Sam Winchester como primos, amiga de infância do Tom, e uma Ghostbuster profissional... TAIS PODENDO EIN MANDI? hahahahaha

Maah ~ disse...

Okay, não querendo ser chata, nem nada (mas já sendo) como é que vocês atravessaram o canal da mancha de carro? Era um submarino ou algo assim? Mas de resto tá muito legal, continuaa *--*

Isadora disse...

Por que só tem Andressa e Juliana? muito tosco! ¬¬ HAIOUEHEIOUEHEIOU
brinks. tinha que ser você com essas histórias piradas O_O
HAEIOUAHEIEHEAOEUH

Mandi disse...

Maah, elas atravessaram pra França da mesma forma que milhares de pessoas fazem: usando a ponte. Ou pelo menos eu supûs que havia uma, não acho que a Inglaterra seja isolada do restante da Europa com uma passagem apenas para trens ou aeroportos. Eles são um país desenvolvido e isso seria alienação demais mesmo para uma ilha, na minha opinião :D
EHAOIUEOAIHAOIEUHAUOEI Q
Mas desculpem se meu conto louco de sexta-feira 13 não seguiu as regras geográficas, eu não presto atenção nessas coisas.

Lucinha disse...

UAUUUUUUUUUUUU házow! dean e sam primos de dessa HAAHAHA mt boa! tom maléfico -t IUOHAEOIEHAIU parte 2 hein mandi MUAHAHAHA -n, bjs ♥

cathee disse...

MEEEEEDO ._.
eu queria ser prima do dean e do sam, eu caçaria forças sobrenaturais com eles de boa rs :)

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