domingo, 18 de janeiro de 2009

Lestat: minha entrevista com o vampiro.

Hoje o assunto é sério: a figura ao lado. Assim que vi essa foto, entrei em uma espécie de transe e minha mente parou de funcionar. Segue a entrevista imaginária que eu tive com esse sujeito, em um pub.
Eu entrei no ambiente escuro e medonho, calafrios percorrendo a minha espinha. As luzes pisacavam acima da minha cabeça e incomodavam minha visão. Olhei para o lado e vi o balcão de bebidas, então decidi ir até lá e ver se conseguia comprar alguma bebida que não envolvesse uma imensa dose de álcool. Quando cheguei ao balcão e sentei-me, virei para o lado (uma espécie de reflexo) e vi o Lestat. Eu estava procurando algum assunto para o Freckled, alguma entrevista que valesse a pena, então decidi arriscar. Mas onde estava a coragem na hora em que eu mais precisava dela? Procurei a coragem em minha bolsa, no casaco e nos bolços de minha calça, mas não conseguia encontrá-la (eu não sairia de casa sem ela NUNCA, mas sabem como são os delírios. Coisas improváveis acontecem). Lestat olhou para mim, seus olhos reluzindo de curiosidade. Tentei repassar em minha mente tudo o que eu sabia sobre ele: que era um vampiro sádico e sedento de sangue, não dava o menor valor a uma vida humana e geralmente se divertia com ela antes de findá-la. Que ótimo. ONDE EU HAVIA ENFIADO A BENTIDA CORAGEM NESSE DELÍRIO RIDÍCULO?
- Posso ajudar? - Ele perguntou com aquela voz macia de gelar o sangue. Talvez gelar o sangue não fosse uma má idéia.
- Posso te fazer algumas perguntas? É que eu escrevo para um blog e estou...
- Visivelmente sem assunto. - Ele completou minha frase. Fiquei em choque.
- Como sabe? - Perguntei atônita.
- Você está em um pub conversando com alguém que tem sede de sangue e viveu durante séculos. É um extremo. Você deve estar desesperada atrás de um assunto, Amanda. - Ele sorriu e eu pude ver sua fileira de dentes perfeitos, as presas bem assinaladas. Fiquei sem graça por tê-lo encarado tão abertamente, e voltei meu olhar para as suas roupas antigas e cheias de rendas.
- Como sabe o meu nome?
- É o seu delírio, e não meu.
É, isso explicava tudo. Segue a entrevista:
Freckled Guitar: Como é viver para sempre?
Lestat: Entendiante, principalmente quando não se tem companhia.
Freckled Guitar: O que aconteceu com aquele jornalista que entrevistou o Louis? Aquele que você mordeu enquanto tocava aquele rock no final do filme?
Lestat (sorrindo abertamente): Eu me cansei dele, então o entreguei uma passagem para Fernando de Noronha em pleno verão, em comemoração ao seu centenário como vampiro. O sol o matou.
Freckled Guitar: Por que não troca essas roupas?
Lestat: Você está me imaginando assim, Amanda. Sua mente está vagando solta e fora de controle, e você está provavelmente enlouquecendo.
Freckled Guitar: Não estou. Me prove que estou louca.
Lestat (apontando para a pista de dança): Quem você vê ali, dançando?
Freckled Guitar: O RONALD MCDONALD? NÃO ACREDITO!
Lestat: Você morre de medo desse palhaço, mas tente se controlar.
Freckled Guitar (respirando fundo): Como é não poder cortar o cabelo, já que ele cresce de novo em questão de segundos? Digo, eu fico enjoada da minha cara se fico com o mesmo cabelo por muito tempo, e você...
Lestat: São sentimentos humanos, Amanda. Portanto, eu não os tenho.
Freckled Guitar: Pare de me chamar de Amanda, isso é formal demais. Você é um dos meus vampiros preferidos no mundo, então me chame de Mandi.
Lestat: Como queira. Você tem ilusões com freqüência, Mandi?
Freckled Guitar: É a minha entrevista, morcegão. Eu faço as perguntas. Qual é o eu tipo preferido de sangue?
Lestat: Os tempos estão difíceis, então não sou exigente. Mas gosto de AB positivo. É, eu sei: é o seu. A culpa é sua, porque o delírio é seu também.
Freckled Guitar (hiperventilando): Obrigada pela entrevista esclarecedora, Lestat. Mande lembranças ao Louis se o vir por aí.
Comecei a me levantar, anotando tudo em um caderno, quando senti a mão gelada de Lestat em meu ombro. Merda, eu era uma garota morta. Ronald sorria de prazer ao perceber a situação, cutucando a Branca de Neve, que também sorria com a minha morte iminente.
- Eu vou te dar um presente. A escolha que eu nunca tive... - Lestat fazia seu típico discurso, e eu fechei meus olhos, pensando em uma banana split. Como eu queria uma antes de morrer! Foi quando o Dado apareceu pela porta, vestido de banana, e me salvou. E assim eu despertei do meu delírio, com um assunto pro Freckled, o blog que eu amo tanto a ponto de entrevistar um vampiro.
Fim.

5 freckledmaníacos.:

disse...

er.. isso foi estranho, e eu juro que nao entendo essa ligaçao de vocês com o Dado Dolabella (hahaha), mas eu adorei a entrevista. :D e sim, ronald mcdonald também me dá medo 0.0

Jerri Dias disse...

Gostei, super-criativo, mas acho que teria ficado ainda mais legal se vc não apelasse pro subterfúgio do delírio e escrevesse como se fosse uma entrevista real mesmo.

Abraço.

Dóri disse...

EU GOSTEI HAHA
E ninguém nunca vai entender a nossa ligação com o Dado se não viu um dos primeiros layouts do Freckled ou se não entrou no espírito Freckled, enfim...

O QUE O JERRI DIAS FAZ AQUI? O_o

lizard queen disse...

UAU. gostei muito! Ronald McDonald me apavorou durante a minha infância e ainda me persegue nos pesadelos. Achei o blog incrivelmente CULT (tá parei, dá pra perceber que eu sou newbie?!).

Beijos da Bee

Maah ~ disse...

Jerri Dias no Freckled, PQP O_O

a gente vai ter que qualquer dia explicar a história do Dado aqui, o povo mais novo tá boiando HSUADHUSAHDUHSADS

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