segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Platão, se mata


Eu sei de todas as suas tristezas
E alegrias
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Amor Platônico - Legião Urbana

Tá bom, desde já eu quero avisar que ninguém vai me entender, então é mais um post inútil sobre um assunto bobo, e que minha opinião está extremamente errada, mas eu tenho que lembrar que eu sou muito complicada. Então vamos lá.
Que eu não sou uma adolescente normal, isso é fato. Eu gosto de Andre Rieu e de McFly. De Roupa Nova e de The Saturdays. De Fagner e Franz Ferdinand. Eu estou louca pra ir no show do Fábio Jr., e não pra ver o Fresno bandigay. E por aí vai uma lista imensa de coisas que não se combinam. Até aí tudo bem, porque eu convivo com essa anormalidade desde pequena. Quer dizer, o problema está em eu nunca ter sido pequena. Sempre a  maior da turma, a girafa, a menina que foi barrada na portaria por uma pessoa que pensava que eu era grande demais pra estar na 4ª série. Apesar de aparentar mais velha, eu não tinha cara de quem repete de ano, porque sempre fui a melhor aluna da sala. Mas não vamos entrar nesses detalhes, não quero fazer disso uma sessão de análise. Pelo menos essa não é a idéia principal.
Estou aqui pra falar de outros problemas. O problema de eu me apaixonar platonicamente desde que tenho uma consciência amorosa dentro de mim. Aos 4 anos, eu tinha um namorado imaginário. Seu nome era Egg. Egg era um jovem loiro, alto, bonito e que tinha uma profissão muito digna: bombeiro. Nós tinhamos um relacionamento muito sério, ele ligava pra mim, me visitava, contava sobre seu trabalho. Um belo dia, um gatinho subiu numa árvore muito alta. Egg foi socorrê-lo, mas acabou caindo. Ele morreu. Pode parecer brincadeira, mas isso é verdade. Fui uma viúva aos 5 anos de idade. 
Egg foi o primeiro de muitos amores impossíveis na minha vida. Todas as pessoas por quem me apaixonei um dia, sem excessão, foram platônicos. Nunca tive coragem ou chance de tirá-los do plano onírico. E isso é triste, porque hoje estou com uma sensação de que nada da minha vida vai se realizar. Mas de certa forma é bom, porque na imaginação tudo é perfeito. A realidade estraga os relacionamentos, essa é que a verdade. Você pode pensar: "mas também, só se apaixona pelos garotos mais difíceis!" O que não deixa de ser verdade. Bem que eu queria me apaixonar por quem gosta de mim também, mas essa não é a graça do amor. Pra mim, você tem que perder o ar, tremer nas bases e se sentir a melhor pessoa do mundo só porque ele lhe falou um "Oi". 
Acho nojento essa concepção de "ficar", nojento. Não consigo enxergar uma pessoa como uma boca. Esse ano aprendi isso. Tem que ser muito bom pra merecer meu beijo, sabe. Aí eu acho que sou ultrapassada, velha, quadrada e que estou perdendo minha juventude ficando quieta. Mas, convenhamos, qual é a graça de sair por aí desgraçando a sua vida? Tá, eu estou sendo radical demais. Mas entendam esse momento revolts.
Vão me crucificar por causa disso, mas às vezes acho que ninguém é bom o bastante para mim. Pode ser egoísmo, minha mãe já me xingou por causa disso. Mas acho que eu sou complicada demais pra ter alguém que me aguente. Quer dizer, alguém real. Porque já tem algum tempo que eu quero ressuscitar o Egg.

2 freckledmaníacos.:

Nádia disse...

AMEI o post! Super me identifiquei sobre a questão das ficadas,é legal saber que tem mais gente "radical" como eu no mundo! ^^

Dóri disse...

Há um tempo atrás eu escreveria o mesmo texto que você. Hoje eu já não sei. E amanhã não se sabe.

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