sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Um encontro comigo mesma

Boa noite, freckled leitores. Como a própria "boss" do nosso blog sabe, eu ando um pouco presa em meus próprios projetos. Hoje, eu me senti inspirada a dizer algumas coisas.
Meu dia me direcionou a um estranho "flashback", um olhar a uma antiga Amanda Lazaroni.
Vou lhes dizer o que despertou aquela menina dentro de mim: assistir ao Danny Jones cantando no programa "PopStar to OperaStar".
Embora o meu texto não seja sobre ele, foi por causa desse acontecimento de hoje que as minhas emoções fortes (esquecidas por um certo tempo) vieram à tona.
Gritando aqui em casa enquanto o via cantar, eu percebi que acabara voltando ao ponto de início. Eu cresci, evoluí e mudei... Quem não muda? Apesar disso, nesses momentos é que nós percebemos que a essência das pessoas, o que elas realmente são, permanece intocado em uma redoma de vidro.
A Amanda que estava gritando neste mesmo quarto de onde escrevo, a terceiranista de 17 anos, decidida e responsável, tornou-se novamente uma garotinha de 14 anos por causa do seu ídolo. Comecei a ouvir a banda aos 13 anos, mas aos 14 eu tive a minha melhor época de fã.
Não falo apenas das minhas memórias sobre a banda McFLY... Falo sobre tudo o que a vida significava para mim naquela época: sair da escola na sexta-feira e ir direto para a casa da minha amiga, Ana Paula, onde eu almoçava e ficava até a manhã seguinte. Chorar com ela na cozinha por causa da minha primeira recuperação em Matemática (é engraçado como, na época, pareceu ser o fim do mundo). Resolver todos os meus maiores problemas apenas com um brigadeiro de colher e uma festa do pijama. Passar horas e horas da madrugada assistindo aos antigos clássicos da Disney com Juliana e Isadora. Seguir uma rotina tranquila e sem preocupações, viver em um mundo onde ninguém vivia (um mundo que ainda existe dentro de mim). Não me preocupar tanto com a escola, fazer a mesma coisa todos os fins de semana. Chorar, gritar e esperniar por causa de uma banda, e acreditar que a vida vai se resumir a isso para sempre. Brigar com as amigas, fazer as pazes, e depois brigar de novo. Guardar as minhas bonecas em um baú velho, porque eu já não preciso mais delas... Outros sonhos tomam conta da minha mente ingênua (e os mesmos já mudaram outra vez, com exceção de alguns). Acreditar cegamente que sou a pessoa mais madura do mundo e que tenho responsabilidade pelos meus atos, o que, na época, era uma grande mentira (e eu nem ao menos sabia). Segurar a mão de uma amiga quando ela está com medo do escuro, dizer a ela que vai ficar tudo bem e que não, não há ninguém em casa conosco... Era apenas a imaginação dela. Ir à formatura da oitava série com o meu vestido azul, sorrindo, sendo a oradora da turma e imaginando se poderia haver uma noite mais maravilhosa quanto aquela. Ver o rosto de todos os meus amigos e de todas as pessoas que eu amo, e acreditar piamente que é para sempre.
E sabem de uma coisa?
Hoje eu vi que é para sempre.
Não me importa quem diga o contrário. Não interessa com quantas pessoas eu perdi o contato, não interessa que eu tenha crescido, não interessa que eu tenha mudado ou que eu já não seja mais tão fanática pela minha banda preferida.
Como Danny Jones, eu cresci. Mas vocês viram quem estava lá na platéia, batendo palmas para ele? Isso mesmo: as pessoas de sempre.
Se eu me lembro, é para sempre. Apenas um texto para confortar a todas as pessoas que, como eu, sentem tantas saudades de um tempo fácil que já passou. A essência nunca muda.
Dedicado, é claro, à Amanda-de-14-anos. Obrigada por jamais ter me deixado!

1 freckledmaníacos.:

Izadora Pimenta disse...

O mundo era mais fácil quando eu tinha apenas 14 anos e gostava de McFly como uma garota de 14 anos gosta...
Agora sou uma garota da faculdade. Isso é tão estranho.

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